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A rede MHEN visa desenvolver e aplicar tecnologias, métodos e metodologias
para tornar mais eco-eficientes os processos industriais baianos.
Para tanto utilizaremos ferramentas de síntese de processos, otimização
de sistemas, engenharia econômica, termodinâmica e fundamentos de
transformação e transferência de massa e energia para projetar redes
de transferência de massa e/ou energia que minimizem o uso de recursos
naturais. Ao longo do texto faremos referências às seguintes siglas
internacionalmente consagradas:
MEN - "Mass Exchange Network" - Redes de transferência de
massa
HEN - "Heat Exchange Network" - Redes de transferência de
energia
SMHEN - "Simultaneos Mass and Heat Exchange Network" - Redes
simultâneas de transferência de massa e energia
A rede MHEN será um fórum de discussão contínuo no qual as empresas
podem apresentar suas demandas, e então, com a participação das
demais instituições, serão definidos as prioridades e projetos a
serem elaborados. Dessa forma a rede MHEN terá uma carteira de projetos
para serem submetidos a editais da FAPESB, FINEP, Fundos Setoriais
ou outras fontes de financiamento. Também desenvolveremos ações
no sentido de divulgar a tecnologia de integração de massa e energia,
de forma que, empresas de pequeno e médio porte tenham acesso as
metodologias e métodos mais eco-eficientes.
A rede MHEN inicia com:
4 empresas membros (COPENE, GRIFFIN, POLITENO e MONSANTO)
2 instituições (UFBA e CETIND)
A proposta de 3 projetos cooperativos:
2 na área de redes de transferência de energia
1 na área de reuso e regeneração com reuso de efluentes
( 62,0% dos custos totais da rede e dos 3 estudos de casos cobertos
pelas empresas e instituições).
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O
setor industrial baiano para ter competitividade nacional e internacional
e garantir a qualidade e uso racional dos nossos recursos naturais
deve mudar o paradigma de tratamento de fim-de-tubo. Ou seja, deve
modificar o "modus operandi" de produzir resíduos para depois tratá-los,
para apenas produzir bens utilizáveis pela sociedade. Desta forma
o que hoje significa custo se transforma em lucro, pois emissões,
efluentes e resíduos são matérias-prima, produtos e energia descartados
ou tratados a um custo econômico e ambiental muito alto. Umas das
ferramentas para atingir essa eco-eficiência são as:
Redes de transferência de massa (MEN - Mass Exchange
Network)
Redes de transferência de energia (HEN - Heat Exchange
Network)
Essas técnicas permitem o projeto de novos ou modificações de processos
existentes que minimizem o uso de energia, água e/ou insumos. Contudo
as industrias baianas têm pouco utilizado essas técnicas. A rede
MHEN tem como um dos seus objetivos preencher essa lacuna. Do ponto
de vista do desenvolvimento tecnológico as HEN, até por serem estudas
a mais tempo, tem vários softwares, métodos e exemplos industriais
retratados na literatura especializada. Podemos citar, por exemplo,
a Tecnologia Pinch-Energia, o Diagrama de Fontes de Energia ou Programação
Matemática para Síntese Redes de Trocadores de Calor como técnicas/procedimentos
que são utilizados no projeto das HEN's. Por outro lado as MEN e
SMHEN são de desenvolvimento mais recente e as ferramentas e procedimentos
são oriundos das HEN como, por exemplo, Tecnologia Pinch-Massa,
o Diagrama de Fontes de Massa para um Contaminante e para Múltiplos
Contaminantes ou Programação Matemática para Síntese de Processos
com Reuso/Reciclo de Correntes. Contudo, ainda há muito que pesquisar
e desenvolver nas MEN's, pois esses métodos ainda estão na fase
embrionária de maturação e comprovação de sua eficácia. O projeto
de uma planta industrial eco-eficiente requer conhecimentos específicos
nas áreas de:
Fundamentos de transferência de calor e massa
Compatibilidade química entre substâncias
Engenharia econômica
Controle de processos
Otimização de processos
Síntese de processos
Essas disciplinas são todas cobertas pela Engenharia Química. Este
é o motivo pelo qual tal rede está alocada no Departamento de Engenharia
Química (DEQ) da UFBA, pois o mesmo conta com um quadro professores
doutores e um Mestrado em Engenharia Química que dará suporte técnico-científico
a esse projeto. Além disso, a sinergia entre o DEQ e o DHS (Departamento
de Hidráulica e Saneamento) tem um efeito multiplicador das iniciativas
de ambos na área de Produção Mais Limpa. É importante destacar que
a rede MHEN começa com 2 instituições de renome (UFBA e CETIND)
e 4 indústrias (COPENE, GRIFFIN, POLITENO e MONSANTO) o que demonstra
o interesse da comunidade baiana no tema central dessa proposta.
A participação do CETIND é fundamental, pois é uma instituição que
devido as suas características (ser afiliada ao sistema FIEB-SENAI)
possibilita a difusão/implementação das técnicas apreendidas/desenvolvidas
nas pequenas e médias empresas baianas. Por outro lado a participação
de quatro empresas, sendo que três delas se oferecendo para ser
um estudo de caso, também reforça os seguintes aspectos presentes
na rede MHEN:
Relevante integração Universidade/Empresa.
Início com elevada participação das empresas nos custos totais
do projeto (em torno de 55,5%), indicando que a rede terá auto-sustentabilidade
em breve espaço de tempo.
A COPENE, GRIFFIN e POLITENO são parceiras da UFBA em outros
projetos cooperativos, portanto ao participar dessa nova iniciativa
demonstram a confiança na UFBA e a certeza de obter resultados práticos
significativos.
A MONSANTO, empresa recém-instalada na Bahia, reconhece a
partir dos exemplos de integração UFBA/Indústria, que esse tipo
de iniciativa colabora para consolidar sua presença no cenário baiano
e brasileiro.
Um ponto que também merece destaque é a forma com que as empresas
estão apoiando a rede MHEN:
Recursos financeiros indiretos: alocação de recursos humanos,
reprodução de documentos (PFD's, P&I's, manuais de operação, descritivos
das unidades, etc.), logística, análises laboratoriais.
Recurso financeiro direto a fundo perdido. Portanto, podemos
afirmar que a implantação da rede MHEN é uma necessidade da indústria
química e petroquímica baiana, que simultaneamente atenderá às demandas
do setor e preparará as nossas instituições para difundir os conhecimentos
adquiridos por setores menos organizados e carentes de tecnologia
eco-eficiente. 4 Constituição e Funcionamento da Rede MHEN A rede
MHEN começa com os seguintes parceiros:
1. Escola Politécnica da UFBA - Instituição Líder
2. SENAI-CETIND
3. GRIFFIN
4. POLITENO
5. COPENE
6. MONSANTO
Sendo duas instituições sem fins lucrativos (UFBA e CETIND) e quatro
empresas (COPENE, GRIFFIN, POLITENO e MONSANTO). As regras proposta
para funcionamento da rede MHEN são as seguintes:
a) A rede terá uma estrutura dinâmica, permitindo a entrada
e saída de membros na rede a qualquer instante, desde que a empresa
não seja objeto de um estudo de caso, situação na qual só poderá
se afastar da rede após a conclusão do projeto cooperativo na qual
esteja participando.
b) Haverá três CATEGORIAS para participação das empresas
na REDE: Opção R: apenas participa da REDE definindo prioridades
e estratégias de ação. Nessa opção a empresa deve alocar 2 horas/semana
de HH e participar com investimento direto de R$ 500,00/mês. Opção
RO: participa da REDE definindo prioridades e estratégias de ação
e é OUVINTE privilegiado do PROJETO COOPERATIVO, tendo acesso a
todas as informações, relatórios, workshops e treinamento relativos
ao PROJETO COOPERATIVO. Nessa opção a empresa deve alocar 4 horas/semana
de HH e participar com investimento direto de R$ 2.000,00/mês. Opção
RC: participa da REDE definindo prioridades e estratégias de ação
e a empresa tem um escuto de CASO objeto de pesquisa e desenvolvimento
do PROJETO COOPERATIVO, tendo acesso a todas as informações, relatórios,
workshops e treinamento relativos ao PROJETO COOPERATIVO. Nessa
opção a empresa deve alocar 16 horas/semana de HH e participar com
investimento direto de R$ 2.000,00/mês. Sendo que dessas 16 horas,
8 são relativas a participação de um mesmo engenheiro, e as 8 horas
restantes de outros funcionários da empresa.
c) As instituições de ensino e pesquisa podem participar
da rede em uma das categorias acima sem contra-partida financeira,
mas atendendo aos mesmos compromissos de carga horária e oferecendo
outras contra-partidas que possam substituir a participação financeira
direta.
d) A rede terá uma estrutura dinâmica permitindo a adesão ou
saída de membros, bem como mudança de categoria, após aprovação
do comitê formado pelas instituições e empresas da REDE MHEN.
e) O comitê supracitado também poderá mudar a categoria do
membro ou definir a sua saída da REDE MHEN no caso de não cumprimento
das responsabilidades a ele atribuídas.
A posição das empresas e instituições com relação à sua participação
na rede MHEN, conforme pode ser comprovada nas cartas de compromisso
em anexo, é a seguinte:
Escola Politécnica da UFBA - Instituição LÍDER da REDE e
participa dos estudos de caso. Ofereceu como contra-partida a infra-estrutura
disponível da UFBA. CATEGORIA RC, mais 160 HH/mês.
COPENE - Membro da REDE. Participação financeira mensal =
R$ 500,00. CATEGORIA R. SENAI - CETIND - Membro da REDE. Oferece
como contra-partida infra-estrutura para realização de cursos, debates,
workshops e seminários, mais de 8 HH/mês.
GRIFFIN- Membro da REDE e participa com desenvolvimento de um
estudo de caso específico - Participação financeira mensal = R$
2000,00. CATEGORIA RC, mais 64 HH/mês.
POLITENO - Membro da REDE e participa com desenvolvimento
de um estudo de caso específico - Participação financeira mensal
= R$ 2.000,00. CATEGORIA RC, mais 64 HH/mês.
MONSANTO - Membro da REDE e participa com desenvolvimento de
um estudo de caso específico - Participação financeira mensal =
R$ 2.000,00. CATEGORIA RC, mais 64 HH/mês.
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